Glossário Gaúcho

"Grossário" do Chiru Velho: Neste dicionário relacionamos termos, expressões, adágios e regionalismos usados pelo gaúcho, e que já apareceram nas tiras.

  • A la pucha – Expressão utilizada pelo gaúcho para designar admiração, espanto.
  • Acomodar o barbicacho – Garantir condições em um negócio para que ele seja efetivamente cumprido. Ou seja, prender bem o chapéu com o barbicacho para prevenir inconvenientes, em linguagem figurada.
  • Aperos – As partes dos arreios; preparos necessários para se encilhar um cavalo.
  • Aporreado – Cavalo que não foi bem domado, que não se deixa amansar.
  • Arreios – Conjunto de todas as peças que se utiliza para encilhar o animal.
  • Bagual – 1. Cavalo não domado. 2. Indivíduo rude, grosso, bruto.
  • Baixeiro – Manta de lã que se coloca no lombo do cavalo, por baixo da carona.
  • Barbaridade – Expressão muito usada pelo gaúcho, quando se admira com algo.
  • Barbicacho – 1. Cordão ou tira de couro com as extremidades presas ao chapéu, que passa por baixo do queixo a fim de firmá-lo na cabeça. 2. Peça de couro que prende a parte inferior do buçal à barrigueira da cincha, para evitar que o cavalo escarceie muito.
  • Bastos – Lombilho de cabeça rasa e pequena; as partes acolchoadas do lombilho.
  • Bochincho – 1. Baile frequentado por gente de baixa categoria, de má procedência. 2. Desordem, confusão, anarquia.
  • Bolicho – Armazém pequeno, casa de negócios pouco sortida que por vezes se torna ponto de encontro dos gaúchos.
  • Bomba – Canudo de metal que se usa para tomar o mate. Possui uma das pontas com um bojo cheio de furinhos, e a outra ponta achatada, para se chupar o amargo.
  • Bombacha – Calça muito larga, apertada com botões acima do tornozelo, tradicionalmente usada pelos gaúchos.
  • Brasina – Vaca que tem a pelagem da cor da brasa, com listas misturadas em preto e cinza, lembrando um braseiro.
  • Buçal – Conjunto de peças que fazem parte dos arreios, que são colocadas na cabeça no animal. Cabresto de couro.
  • Cabeçada – peça de couro que circunda a cabeça do animal, passando por trás das orelhas, e serve para segurar o freio na boca.
  • Cabresto – Peça de couro que é apresilhada ao buçal, e tem todos os componentes da cabeçada.
  • Calamaco – Poncho ordinário, de lã tingida, usado pelos gaúchos do norte da Argentina, em especial.
  • Cambona – Panela improvisada de uma lata, muito usada em tropeadas e viagens para fazer comida.
  • Camperear – Recorrer o campo a cavalo, para trabalhar com o gado.
  • Cancheiro – 1. Cavalo habituado a correr nas canchas. 2. Indivíduo que é acostumado a fazer algo.
  • Cangalha – 1. Peça de madeira em forma de triângulo que se prende no pescoço do animal a fim de impedir que ele atravesse cercas, destruindo hortas e lavouras. 2. Artefato de madeira, com a parte de dentro acolchoada, que se usa para pendurar a carga no lombo de animais, distribuindo o peso em ambos os lados.
  • Cargoso – Manhoso, que usa de artimanhas, malandro preguiçoso.
  • Carona – Manta de couro que se coloca por baixo do lombilho, no encilho do cavalo.
  • Carreira – Corrida de cavalos em cancha reta. Quando tem mais de dois parelheiros, se chama penca.
  • Caudilho – Chefe e patrão de estância, que exerce uma grande influência militar sobre os seus gaúchos armados.
  • Cevar o mate – Preparar o mate ou chimarrão, colocando a erva na cuia, deitando no sentido horizontal com o apoio da mão para acomodar a erva, e em seguida colocando água morna e a bomba. E está pronto o mate, servindo então com água quente.
  • Chaira – Peça comprida de aço com um cabo, que se usa para afiar as facas.
  • Charque – Carne salgada e seca ao sol. Era o principal produto do Rio Grande do Sul, à época dos Farrapos.
  • Chasque – Mensagem que é levada por um estafeta, a cavalo. Era o correio de antigamente.
  • Chilenas – Esporas com rosetas muito grandes.
  • Chimarrão – Mate feito com erva pura e amarga, não contendo açúcar nem qualquer tipo de mistura.
  • Chiripá – Peça muito antiga da indumentária gaúcha formada por uma tira larga de couro sem costura que passa entre as pernas e é presa à cintura por tirador de couro.
  • Chiru – Indivíduo com as feições meio indígenas, acabocladas. Índio velho, caboclo velho. Vem do tupi xe i’ru, que significa “meu companheiro”.
  • Cincerro – Espécie de sino, de metal ou taquara, que se pendura no pescoço do animal para que fique mais fácil de localizá-lo.
  • Cincha – Peça que serve para prender o lombilho e o serigote no lombo do cavalo. Constitui-se do travessão e da barrigueira, ambas com uma argola em cada ponta, e uma tira de couro chamada látego, para unir as pontas.
  • Continente – Antiga denominação popular usada para o Rio Grande do Sul.
  • Correntina – Mulher oriunda da província argentina de Corrientes.
  • Coxilha – Ondulação de terra no campo, típica do Rio Grande do Sul.
  • Crioulo – O que é produzido na nossa terra; alimentos nativos que têm fácil produção por serem próprios da região.
  • Cuia – Parte menor do porongo que é cortada e curtida, para servir o chimarrão.
  • De já hoje – Agora há pouco.
  • De vereda – Expressão que designa que algo deva ser feito com pressa. Para já.
  • Descair – Perder a saúde, apresentar sintomas físicos de saúde fraca.
  • Destorcido – Indivíduo desembaraçado, que fica à vontade para fazer as coisas; Ágil, eficiente.
  • Em cima do laço – No último minuto, quando o prazo está se esgotando.
  • Entreverado – Misturado de uma maneira confusa. Variação de entreveirado.
  • Entropigaitado – Diz-se do sujeito atrapalhado, que mete os pés pelas mãos em tudo o que faz.
  • Erva-mate – Árvore (ilex paraguariensis) nativa da América do Sul, cujas folhas são utilizadas para o chimarrão. As folhas, depois de colhidas, passam por um processo de sapecação e trituração, para ficarem próprias ao consumo.
  • Esgualepado – Doente, cansado, judiado, estropiado.
  • Espora – Instrumento de metal que se prende à bota para incitar a montaria.
  • Esquilador – Quem tosa (esquila) as ovelhas ou apara a crina dos equinos.
  • Estradeiro – Indivíduo ou cavalo que está sempre na estrada, fora de casa.
  • Estribeiras – Estribos, ou também o todo conjunto do estribo com o couro que o segura.
  • Estropiado – Machucado, cansado, esfarrapado.
  • Farrapos – Apelido depreciativo (que depois se tornou honroso) dado pelos imperiais aos soldados do exército republicano na Revolução Farroupilha (1835-1845).
  • Flexilha – Tipo de grama muito comum dos campos do pampa.
  • Fogo de chão – Fogo que é feito no chão dos galpões de estância, onde se reúne a peonada. Tem a finalidade de aquecer, esquentar água, assar carne e fazer comidas. É um dos símbolos da hospitalidade do gaúcho. A tradição teve início nas longas noites de inverno, quando os índios se reuniam ao redor do fogo para se aquecer.
  • Freio – Peça de metal que se introduz na boca do cavalo, e serve para sujeitá-lo e guiá-lo, utilizando as rédeas.
  • Fumaça – Rês que tem o pelo da cor esfumaçada, acinzentado.
  • Galpão crioulo – Construção rústica existente nas fazendas do Rio Grande do Sul, destinada à guarda de material e abrigo dos peões e animais. Nele os gaúchos se reúnem ao redor do fogo de chão, onde tomam chimarrão, preparam comida, contam causos e realizam tertúlias.
  • Gambetear – Correr desasado, com os movimentos das pernas semelhantes à corrida da avestruz (ema). Jogar com as pernas para os lados, na tentativa de escapar do pealo.
  • Garrucha – Antiga pistola com cano boca-de-sino; bacamarte.
  • Gaudério – Pessoa que fica vagando, sem preocupações ou paradeiro fixo, nem profissão certa. Denominação depreciativa que davam antigamente ao gaúcho, por viver livre, acompanhado somente do seu cavalo.
  • Geada – Camada de orvalho congelado que se forma à noite devido ao frio do inverno, tornando a paisagem branca.
  • Ginete – Domador; que monta muito bem cavalos ariscos ou xucros.
  • Grosso – Adjetivo dados aos gaúchos do campo, que tem pouco ou nenhum contato com as modernidades, nem o mínimo jeito no trato com as pessoas.
  • Guaiaca – Cinto largo de couro, com bolsos para se guardar dinheiro, e também com as partes onde antigamente o gaúcho carregava o revolver e as balas.
  • Guampa-torta – Indivíduo nervoso, criador de casos, impliquento, briguento.
  • Guapo – 1. Valente, bravo, vigoroso. 2. Esbelto, garboso.
  • Guasca – 1. Tira de couro cru, que possui muitas utilidades para o campeiro. 2. Homem do campo, gaúcho.
  • Guaxo – Animal ou pessoa que foi rejeitado ou perdeu a mãe no nascimento, sendo criado com mamadeira.
  • Haragano – Aquele que vive solto, sem preocupações, livre. Vem do castelhano, onde significa vadiar, ficar sem trabalhar.
  • Légua de beiço – Quando um gaúcho diz “é logo ali”, esticando o beiço, é porque a distância é de mais ou menos uma légua (seis quilômetros). É a famosa “légua de beiço”.
  • Lida – Os trabalhos do campo, também chamados de lides.
  • Lombilho – Peça principal dos arreios, é um tipo de sela parecida com o serigote.
  • Mala de Garupa – Saco de pano, tradicionalmente listrado, com uma abertura longitudinal no meio, no qual o gaúcho carrega suas coisas no cavalo ou no seu ombro, dividindo o peso em ambos os lados.
  • Mancarrão – Cavalo velho, quase imprestável, sem serventia.
  • Maneia – Peça formada por duas tiras de couro unidas por uma argola, que se usa para prender as patas do cavalo, ou seja, maneá-lo.
  • Mango – Relho de cabo curto e grosso, com açoiteira de tira de couro não trançado.
  • Mangueira – Curral de madeira ou pedra, normalmente próximo à casa da fazenda, utilizado para o manejo do gado.
  • Marca – Instrumento de ferro usado para marcar os animais, e assim distinguir o dono; o sinal impresso no animal.
  • Mate – Bebida típica do gaúcho, que contém muitas proteínas. É uma infusão de água quente com erva mate (ilex paraguariensis) em uma cuia de porongo. O mate pode conter açúcar ou ervas medicinais, mas o gaúcho prefere mesmo o amargo do mate chimarrão, que é feito somente com erva pura, sem nada misturado.
  • Matreiro – Animal que se esconde no mato para não se deixar pegar, arisco. Para as pessoas, designa alguém evasivo, que sempre tem desculpas para não concretizar algum negócio.
  • Maturrango – Sujeito que não sabe andar a cavalo, ou anda muito mal.
  • Missioneiro – Originário das Missões, região do Rio Grande do sul dos Sete Povos das Missões: São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Lourenço Mártir, Santo Ângelo Custódio, São João Batista, São Francisco de Borja e São Miguel Arcanjo (a capital). Esses povoados foram estabelecidos pelos Jesuítas da Companhia de Jesus, que catequizaram os índios guaranis.
  • Negar o estribo – Dar para trás, desistir de alguma coisa em cima da hora, após ter concordado.
  • Novilho – Bovino ainda novo, já castrado.
  • Oigaletê – Ou oigalê – Expressão de admiração, surpresa, espanto ou alegria.
  • Orelhano – Animal sem nenhuma marca nem sinal na orelha. Sem dono.
  • Pachola – Orgulhoso, vaidoso, gabola, mulherengo.
  • Pago – A terra natal, o rincão, a querência. Pequeno povoado.
  • Pajador – Poeta e cantor popular, que improvisa os versos, acompanhado de violão. O mesmo que payador. O maior deles foi Jayme Caetano Braun.
  • Pala – Poncho com as extremidades franjadas, que se usa enfiado em torno do pescoço.
  • Palheiro – Cigarro rústico feito de fumo picado enrolado em um pedaço de palha seca.
  • Pampa – Planície muito extensa, que cobre parte do Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai, coberta de vegetação rasteira.
  • Patrão – Chefe; proprietário de estância; empregador; Presidente do CTG.
  • Pealar – Laçar pelas patas dianteiras o animal em movimento e derrubá-lo.
  • Peão – Empregado que trabalha nas fazendas e estâncias, realizando tarefas ligadas às lides campeiras.
  • Pelego – Peça de lã de carneiro ou ovelha que se coloca nos arreios para tornar mais macio o assento do cavaleiro.
  • Peleia – Briga, disputa, combate.
  • Penca – Corrida de cavalos onde participam vários animais.
  • Pendenga – Desentendimento ou problema ainda não resolvido; briga.
  • Percanta – China bonita e deslumbrante.
  • Pilcha – A vestimenta do gaúcho.
  • Pingo – Maneira carinhosa do gaúcho chamar seu cavalo, não interessando a raça.
  • Pinguancha – China, moça, mulher de vida fácil.
  • Piquete – 1. Pequeno potreiro próximo à casa onde se reúne os animais destinados aos trabalhos diários. 2. Grupo de cavalarianos reunidos para um determinado fim.
  • Poncho – Capa de pano com uma abertura no centro, para enfiar a cabeça. Protege o gaúcho da chuva e do frio, servindo também de coberta quando se posa ao relento, no campo. Até como arma servia, em brigas de faca, enrolando-o no braço para proteger, ou jogando-o ao chão para quando o inimigo pisasse fosse desequilibrado com um puxão.
  • Potreiro – Pedaço de campo cercado, perto da sede da fazenda, onde se mantém os animais destinados aos trabalhos diários de campo, ou alguns que necessitam de cuidados especiais.
  • Prenda – A mulher do gaúcho. É chamada assim porque tem muito valor e importância na vida do campeiro. Algo muito especial.
  • Querência – Lugar onde nasceu e se criou, e para onde o instinto faz com que se retorne quando afastado, o que serve tanto para homens como para animais irracionais; o pago ou rincão, se referindo ao lar, à sua casa.
  • Quero-mana – Dança antiga do Rio Grande do Sul, espécie de fandango ao som de viola.
  • Quincha – Cobertura de palha, capim santa-fé ou qualquer outro capim seco, que se usa nas casas, ranchos, galpões de campanha e até em carretas.
  • Rabona – Vaca que perdeu o rabo, geralmente por causa de alguma bicheira mal tratada.
  • Ramalhar – Fazer emendas no laço. O laço é feito de tentos, tiras estreitas de couro tramadas. Com o tempo elas ficam gastas e acabam rebentando. Para a emenda, é inserido um novo pedaço de couro, chamado ramalho.
  • Rebenque – Relho pequeno, com tira ou trança de couro na ponta.
  • Redemoinhar – Pensar bastante, botar a cabeça para funcionar.
  • Relanceio – De relance, visto passageiramente, ligeiramente.
  • Relho – Peça de madeira parecida com um chicote, contendo na extremidade um trançado de couro semelhante ao laço, chamado açoiteira, terminando em uma tira de couro cru, chamada guasca. Usado para tocar os animais.
  • Rincão – Lugar afastado, situado no interior, recanto do homem do campo; extensão de terra delimitada por acidentes naturais, como rios e matas.
  • Rodeio – 1. Reunião do gado em um lugar definido no campo, para várias atividades das lides, como curar, marcar, apartar, vacinar. 2. Festival que consiste de várias provas, envolvendo tiro de laço, gineteadas, prova de rédeas outras relacionadas às atividades campeiras.
  • Se fazer fumaça – Sumir, desaparecer.
  • Sentar o facho – Se aquietar; parar de incomodar. Variação de “sossegar o pito”.
  • Serigote – Tipo de sela com pouca diferença para o lombilho.
  • Sesmaria – Antiga medida de campo, que corresponde a 13068 hectares. No tempo da ocupação do Rio Grande do Sul, essas extensões de terras eram concedidas gratuitamente pelo império.
  • Sinuelo – Animal manso, que está acostumado com o caminho, introduzido em um rebanho para que ajude a conduzir o restante da tropa xucra, indo à frente e servindo de guia para os outros.
  • Sobrecincha – Peça feita com uma tira de couro com uma fivela, que serve para apertar os pelegos nos aperos. É mais estreita que a cincha.
  • Soflagrante – No mesmo instante, na mesma ocasião, no flagrante.
  • Soga – Corda que se usa para atar os animais à estaca, pra pastarem.
  • Sovéu – Laço muito forte, feito de tiras de couro trançadas.
  • Tapear o chapéu – Virar a aba do chapéu para cima.
  • Taura – Indivíduo valente, guapo, forte, destemido.
  • Tentos – Tiras de couro presas na parte posterior do lombilho, com a qual se prende qualquer coisa que se queira trazer na garupa.
  • Tiro de laço – Arremesso do laço para segurar algum animal.
  • Tosse-comprida – Coqueluche, doença infecciosa que se manifesta por acessos violentos de tosse.
  • Trabuzana – Indivíduo metido a valentão, destemido, audaz.
  • Tranco – Trote natural do cavalo, não apressado.
  • Trigueirinha – Apelido que se dava muito antigamente às chininhas espevitadas, atrevidas.
  • Trocar a orelha – Prestar atenção, ficar atento ao que se passa ao redor. O cavalo, quando percebe barulhos ou movimentos em volta, gira as orelhas, ou seja, fica “trocando orelhas”.
  • Trocar orelha – Prestar atenção, ficar atento ao que se passa ao redor. O cavalo, quando percebe barulhos ou movimentos em volta, gira as orelhas, ou seja, fica “trocando orelhas”.
  • Tropeiro – Quem tem por profissão a condução de tropas de gado, mulas ou éguas. Antigamente o tropeiro era muito valorizado, pois não existiam os meios de transporte de hoje para os animais. Os vaqueanos atravessavam o continente conduzindo tropas, e era necessária muita resistência, pois trabalhavam sob sol forte, intempéries, de dia ou de noite, enfrentando todas as dificuldades.
  • Trote – Andadura do cavalo, onde se aumenta a velocidade, mas sem ainda correr. Entre o passo e o galope.
  • Vanerão – Variação da vanera e da vanerinha, danças e músicas populares tocadas em gaita-ponto pelos gaúchos. O vanerão é chamado limpa-banco, pois é tocado com muita alegria e rapidez.
  • Vaqueano – Pessoa que conhece bem as coisas do seu ofício, que tem prática, sabe os atalhos.
  • Velhaquear – 1. Dar pinotes, corcovear, não querendo obedecer aos arreios. 2. Fazer trapaças, patifarias. Venta brasina – Diz-se da pessoa impetuosa, arrebatada, veemente, fogosa.
  • Vivente – 1. Indivíduo. 2. Pessoa humilde, coitado, próximo.
  • Voltar à vaca fria – Retornar ao assunto anterior.
  • Volteada – 1. Ação de recolher o gado matreiro, pegando-o de surpresa, de cilada. 2. Pequeno passeio em volta.
  • Xergão – Pelego fino de ovelha, de lã curta, que se coloca abaixo da carona. Mesma utilidade do baixeiro.
  • Zaino – Cavalo com a pelagem da cor castanho-escuro.
  • Zorrilho – Pequeno mamífero dos campos da Argentina, Uruguai e Sul do Brasil, que, para se defender, expele um líquido de cheiro insuportável.