Na tira 420 o Chiru Velho toca sua gaita para os amigos, e na 421 ele reclama que o pessoal não entende nada de música. Uma tira é seqüência da outra, mas não foi mostrado o que aconteceu entre elas. O pessoal ficou zangado com o Chiru? Disseram alguma coisa a ele? Crie uma tira intermediária mostrando, afinal, o que ocorreu. Pense bastante e procure criar uma situação que tenha um pouco de humor. Vamos lá? A criação das tiras é assim: tem-se uma situação e aí imaginamos algo engraçado para ela.
Trabalhar com histórias em quadrinhos é uma atividade que desperta enorme interesse em qualquer faixa etária. É uma boa oportunidade para conhecer e questionar a linguagem visual e simbólica dos quadrinhos, trabalhar onomatopéias, interjeições, pontuação e estrutura do diálogo sem a dificuldade das regras cansativas e, às vezes, até mesmo confusas.
É também ponto de partida para cativar o aluno para a leitura como mero prazer. Aos poucos ele vai abandonando a necessidade do apoio da imagem e voltando a atenção para a linguagem escrita dos textos mais longos.
1. Chamar a atenção do aluno para os diferentes tipos de balões utilizados nos quadrinhos para registrar a voz dos personagens (falando, gritando, pensando) ou sobre a maneira de representar o barulho ocorrido na cena.
2. O fator determinante da mudança de postura dos animais do quadrinho 1 para o 3 foi de ordem:
( ) material ( ) emocional
Pela leitura da tira acima, a resposta do Chiru Velho fica implícita, sem necessidade de palavras. Com que palavras poderia, no entanto, ser escrita (em linguagem formal) essa resposta?
Encontre nas tiras acima os verbos ou locuções verbais abaixo e identifique, se possível, os seus sujeitos:
Tira nº 51
a) Temos que escolher b) Faremos c) Terá d) Já pensaram?
Tira nº 62
a) Descobrimos b) Tem que cobrar
A PANTOMIMA é a arte de contar histórias utilizando somente gestos, sem nenhuma palavra. Representar usando mímicas é uma das artes mais difíceis que existe, mas muito divertida, pois geralmente leva para o lado do humor. O representante mais famoso da pantomima é Charles Chaplin, com o inesquecível Carlitos, no cinema. Nos quadrinhos, o mais clássico é o “Pinduca”, menino careca criado em 1932 por um marceneiro de 67 anos chamado Carl Anderson, que aprontava mil e uma, sempre sem palavras. Uma das brincadeiras mais conhecidas de criança é aquela onde alguém representa algo com gestos e o grupo tenta que adivinhar o que é, geralmente um filme, ou alguma atividade do cotidiano. Nas tiras do “É Dura a Vida no Campo” a pantomima é muito pouco utilizada, mas podemos observar situações divertidas nas tiras 325, 331 e 347... sem palavras!